Como diminuir o impacto do divórcio na vida dos filhos

Atualizado: Out 19

A experiência do divórcio, na vida de um casal afetará todos que fazem parte da família. Mas, como fazer com que essa mudança não gere mais sofrimento para os envolvidos e, em especial, se forem crianças ou adolescentes?



 impactos do divórcio nos filhos


Muitas expectativas são depositadas em um relacionamento, principalmente na instituição do “casamento”. Afinal quem não quer o “felizes para sempre”. O que não nos contam é que esse felizes para sempre em um casamento pode ser um divórcio.


Quando algo que é comum em um casamento deixa de existir e as partes identificam essa ausência, uma separação consciente pode ocorrer. Claro que mesmo consciente toda separação gera um sofrimento, pois havia sentimentos, sonhos e expectativas, ainda assim é a saída menos problemática.


Se uma separação pode gerar dor aos adultos, o que então pode gerar aos filhos, qual é esse impacto?


  • Quando a separação é consciente e o casal coloca os filhos como um dos fatores de prioridade e como indivíduos de vontade e desejo, para além dos seus direitos, o desenvolvimento dos filhos ocorrerá de forma saudável;


  • Uma separação pode ser consciente e também conflituosa (ou pode ser apenas conflituosa), isso pode não colocar os filhos como um dos fatores de prioridade, como por exemplo, a convivência parental não garantida. Quando os filhos não participam afetivamente da vida de um dos genitores, é muito comum que o processo de desenvolvimento dessa criança ou adolescente seja prejudicado.


A psicanalista francesa Françoise Dolto, em seu livro “Quando os pais separam” dá algumas orientações sobre como conduzir o processo divórcio com os filhos. Veja algumas dicas:




"(...) o divórcio é um fator de amadurecimento. Quando os pais assumem seu divórcio de maneira responsável e eles próprios amadurecem, o filho pode, apesar das provações, conservar sua afeição tanto pelo pai quanto pela mãe. É notável ver a que ponto alguns filhos de divorciados são avançados em seu amadurecimento social e sua autonomia" (Dolto, p. 85).


Algumas vezes o divórcio pode ser conflituoso e a criança pode entender que não é mais amada. A psicanalista escreve que neste caso, é muito importante dizer às crianças que o que está sendo anulado é o acordo que o casal fez ao se casar e não as responsabilidades e o amor que se tem pelos filhos.

Uma alternativa que hoje se tornou muito possível, é o plano parental, que é construído em acordo com ambos os genitores visando o bem estar dos filhos, além de contribuir para a organização da rotina dos pais.


Lembre-se que para a elaboração do plano parental é fundamental procurar uma advogada ou advogado que ofereça atendimento multidisciplinar.


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